Queen of Tears: vale a pena maratonar? (sem spoiler)

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Queen of Tears: vale a pena maratonar? (sem spoiler)
● OUVIR (NARRAÇÃO — NAVEGADOR)
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Tem dorama que a gente assiste. E tem dorama que assiste a gente — fica ali, te encarando do sofá, esperando você ter coragem de começar o episódio 9. Queen of Tears é do segundo tipo. Se você ainda tá na dúvida se vale a maratona, senta que lá vem a resenha (sem nenhum spoiler, prometo).

Do que se trata, em uma frase

Um casamento de três anos entre a herdeira de um conglomerado e o filho de fazendeiros que virou diretor jurídico da empresa dela. O amor esfriou, o divórcio tá no ar — e aí a vida vira tudo de cabeça pra baixo. É melodrama corporativo com coração, na medida exata.

Por que prende

Porque a química do casal protagonista é absurda, e porque o roteiro tem a coragem de ser brega quando precisa e cortante quando dói. Você ri, você se irrita, e do nada está com o travesseiro encharcado.

“Eu queria que a gente tivesse mais tempo.” — e foi aí que esse dorama me derrubou.

Para quem é (e pra quem não é)

  • É pra você se ama romance de reconquista, slow burn e finais que pagam a espera.
  • Talvez não seja se você foge de melodrama escancarado e drama de família rica.

Veredito

Maratona aprovada. Separa os lenços, avisa o trabalho que você vai render menos amanhã, e não comece num domingo à noite achando que para no episódio 2. Nota: 9/10 — perde meio ponto só porque a gente queria que não acabasse.

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